US-Brazil Venture Capital and Entrepreneurship

us_brazil_venture_capital.jpgSemana passada participei de um evento muito interessante que ocorreu em São Paulo. Foi o US-Brazil Venture Capital and Entrepreneurship. Nele participaram delegações brasileiras e americanas.

Foi muito interessante ver como a indústria de Venture Capital e Private Equity tem caminhado a passos largos no Brasil. Fiz algumas anotações do que alguns painelistas disseram e que me marcaram de alguma forma.

Muito foi dito sobre educação empreendedora. O professor William Scott Green disse que criatividade e inovação são reflexos de uma boa educação. Isso parece meio óbvio, mas o que ele quis dizer é que a educação não se resume ao que se ensina na escola. A dita “cultura inútil” adquirida através dos anos é parte desta formação.

O professor José Augusto Correa abordou o tema de outra forma. Entre as suas frase mais marcantes eu destaco: “Empreendedorismo não se ensina, mas se aprende”. Concordo com a idéia e ainda adiciono que existe um componente genético no empreendedorismo. Acredite você ou não, mas parte da população tem predisposição genética para se tornar empreendedor. Claro que o meio é um forte fator de influencia. Outra fase dita por ele foi: “O empreendedor se liberta de paradigmas”. É o pensar fora da caixa; tornar possível o impossível.

A frase mais controversa veio do professor Paul Kedrosky da Stanford University e da Kauffman Foundation. Ele disse que, de acordo com estudos realizados nos EUA, pessoas que procuram cursos sobre empreendedorismo não são realmente empreendedoras. Isso só confirma o meu raciocínio de que empreendedorismo é algo inerente de cada pessoa. Ou é ou não é! A pessoa pode até tentar buscar algum conhecimento e a agir como os empreendedores, mas é algo que não é possível de ser aprendido em sua plenitude.

Outra pessoa que veio com sugestões interessantes foi a investidora anjo Kimberlie Cerrone. Ela foi uma das primeiras pessoas a aportar recursos em um site chamado Jerry’s Guide to the World Wide Web. Falou sobre como conseguir chegar a um VC. Basicamente ela tocou muito na tecla do relacionamento pessoal. De como a pessoa deve ficar conhecida por quem decide. Citou o exemplo do vale do silício onde apesar do pessoal ser concorrente, todos se conhecem. Nesta mesma linha o professor Paul Kedrosky citou o exemplo do Starbuck’s. Ele disse que o melhor local para se fazer negócios no sul da Califórnia são os Starbuck’s. Os empreendedores desta região usam estes cafés como verdadeiros escritórios.

O evento durou o dia todo e apesar de cansativo valeu muito a pena tanto na forma de contatos como em aprendizado. Eu espero que ocorram mais eventos com a mesma qualidade deste. Se você não teve a chance de participar pode ao menos baixar e ver as apresentações no site oficial do evento.

Be wise.

Risk takers

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Another one from Jessica. She’s outstanding. More on her site.

Be wise.

Forças da mediocridade

Li um artigo do Seth Godin que fala sobre as forças da mediocridade. Quanto mais você tenta mudar o status quo, mais resistência existe. Vale a pena a leitura.

O artigo anterior foi retirado da introdução de um livro que eu comecei a ler. Achei a estória genial, tanto que fiz questão de traduzir e transcrevê-la. E respondendo aos comentaristas do Rafael. Poder para este tipo de pessoa.

Be wise.

Respondendo ao chamado

pensamento.pngHá muito tempo atrás o ovo de uma águia foi achado por um fazendeiro. Ele pensou ter encontrado o ovo de uma galinha e por engano colocou este ovo junto aos demais na incubadora.

Depois de algumas semanas o ovo foi chocado e a pequena águia nasceu. Ela foi criada como uma galinha assim como seus companheiros galináceos. A ela foi ensinado a bicar e a siscar. Também a ensinaram a correr como as outras galinhas costumam fazer. Sobre voar, ela foi fortemente aconselhada a não tentar porque as galinhas não podem voar. Elas apenas conseguem fazer vôos curtos e logo estão no chão novamente.

A águia se tornou uma péssima galinha. Ela não conseguia correr como as outras galinhas. Não conseguia siscar. Não conseguia bicar. Ela estava sempre com fome, pois a comida que era dada às galinhas não era o suficiente para ela. As outras galinhas a achavam uma agitadora.

Após anos tentando ser uma galinha normal, a auto-estima desta águia era muito baixa. Ela se odiava. “Por que eu sou tão grande, desajeitada e feia?” Ela pensava, “Por que eu não consigo me satisfazer com as coisas que satisfazem as outras galinhas?”

“Isso é tudo que a vida oferece?” ela reclamava. “Onde está todo o desafio e a emoção?”

Então ela começou a agir de forma perigosa só para conseguir um pouco de emoção e de desafio. Ela estava sedenta por emoção e aventura e então decidiu buscar seu próprio caminho dentro do galinheiro. As outras galinhas começaram a notar as atitudes da águia e então a tacharam de egoísta, perturbada e causadora de casos. A pobre águia se sentiu magoada e se tornou ainda mais frustrada.

Um dia, a jovem águia avistou outra águia voando muito alto no céu. Aquilo a deixou sem fôlego. Por um momento ela sentiu e entendeu tudo o que era. Ela sentiu algo dentro dela que a fez se sentir mais viva do que nunca.

Em toda a sua empolgação ela contou o que vira para as outras galinhas, mas elas riram dela. “Voar é arriscado; é algo para irresponsáveis; é impossível!”, alertaram as outras galinhas. “Quando você crescer você irá se enquadrar melhor na hierarquia aqui do galinheiro. Por que você não pode ser e agir como as outras galinhas?”

A jovem águia ficou toda envergonhada e com o coração partido. Ela tinha perdido toda a esperança e se sentia muito sozinha. E foi desta forma que ela foi dormir aquela noite.

No dia seguinte, para o seu prazer, ela viu a mesma águia voando alto. E desta vez a águia gritou muito forte como as águias fazem.

No momento em que a jovem águia ouviu o chamado algo inesperado aconteceu. A jovem águia que fora criada pelas galinhas viu seu corpo e sua garganta se contraindo involuntariamente. Todo o seu ser respondeu ao chamado da outra águia com o seu próprio e majestoso grito.

Ela estava maravilhada. “O que acabou de acontecer?” “Este maravilhoso som veio daquela águia lá no céu? Galinhas não fazem este som! Somente as águias… Espere… Somente as águias fazem!”

Finalmente a jovem águia se deu conta do que ela realmente era. Ela esticou as asas pela primeira vez e levantou vôo. Ela não era mais prisioneira do galinheiro, porque ela não era mais prisioneira da idéia de que ela deveria ser uma galinha. Nada mais poderia detê-la.

Um galinheiro só pode prender galinhas; ele não pode deter uma águia de voar alto quando ela escuta o chamado.

E você tem ouvido um chamado? Talvez este seja o seu.

Be wise.

Imobiliária 3.0

Posso dizer que criatividade é uma das minhas qualidades. Pelo menos é o que dizem por aí. Hoje encontrei uma idéia que eu tive e que alguém com muito senso de oportunidade materializou. É a integração de um site imobiliário com uma rede social. Tive uma idéia assim quando estava morando no nordeste. Vi que lá existia um mercado imobiliário voltado para os estrangeiros (europeus principalmente). A deficiência de sites e de um atendimento de alto nível era absurda.

Minha idéia era fazer um site totalmente voltado para estrangeiros que passaram férias no nordeste brasileiro e que estavam dispostos a comprar uma propriedade no Brasil. Tenho até o esqueleto de um plano de negócios. Como voltei para o sul acabei não levando a idéia adiante. Mercado existe. Se alguém estiver realmente afim de fazer algo parecido aqui no Brasil eu posso dar uma ajuda. Não posso me comprometer, pois já estou em dois projetos sérios que tomam todo o meu tempo, mas isso pode dar uma bela startup.

A rede social integrada às imobiliárias é esta aqui: Love That Place

Be wise.

O que eu quero! Parte II

Este é um vídeo que eu vi na apresentação do Augusto no último StartupCamp. Ele resume exatamente o que eu quero de um Venture Capital.

Be wise.

O que eu quero!

Uma coisa que até agora não saiu da minha cabeça foi algo que aconteceu na palestra da GV sobre Seed Capital e Angel Investor. A pergunta que mais me chamou a atenção foi feita pelo moderador e era sobre o que os investidores queriam quando pensavam em uma Startup e em um empreendedor. Várias coisas foram ditas. Basicamente o de sempre. Uma idéia criativa, com potencial exponencial de crescimento. Um empreendedor que seja inovador, que trabalhe duro, que tenha senso de oportunidade, etc.

Ninguém até agora perguntou o que nós queremos! O que nós buscamos e o que precisamos. Bom, eu te digo então:

Dinheiro
Sim, quero dinheiro. Mas não é só isso. Não basta aportar recursos e pronto. Startup não é como o mercado de renda variável onde você aporta dinheiro e pronto. Dinheiro por si só não é o suficiente. Quero mais. Muito mais.

Parceria
Tão importante quanto dinheiro é como o investidor me trata. Quero um parceiro; um sócio. E não alguém que ao menor sinal de dificuldade abandone o barco. Não sou ingênuo e sei que o investidor quer retorno. E é primeiramente por este motivo que ele aporta recurso em uma empresa nascente. Mas não quero um sócio que eu tenha que vigiar, pois ele pode me apunhalar pelas costas a qualquer momento. Quero alguém que caminhe pelo menos parte do caminho ao meu lado.

Transparência
Em qualquer sociedade sadia é isto que deve ocorrer. Ele deve saber o que eu espero dele e vice-versa. Errar faz parte do pacote. Então se seu sócio não aceita erros, eu sugiro que você procure outro investidor. Claro que se você erra demais algo está errado com você e não com o investidor.

Emprego
Não. Não quero um emprego como muitos investidores dizem. Quero que a minha idéia se torne uma realidade. Só isso. Eu não vivo de luz. Claro que eu preciso de um salário para viver, mas ele deve ser variável e de acordo com o desempenho da empresa. Ela faturou mais? Ganho mais. Faturou menos? Ganho menos. Meritocracia! É isto que eu quero.

Risco
É o tempero da refeição. Se ele não existisse não teria sentido fundar uma nova empresa. Eu espero que o investidor assuma os mesmos riscos que eu assumi quando decidi largar um emprego estável e fundar a minha própria empresa. Se ele quer segurança eu sugiro a renda fixa.

Networking
Contatos. Sim, um sócio capitalista que não possua excelentes contatos se assemelha a um banco. Quero seus contatos. Quero a sua agenda telefônica. Quero que você me ajude a atingir aquelas pessoas que são as tem poder de decisão nas empresas.

Conhecimento
Quero o seu conhecimento. Você já jogou este jogo antes. Sabe o caminho das pedras. Sabe onde eu posso falhar. Quero que você me alerte.

Sucesso
Não sou bobo e sei que no final das contas o resultado será medido pela quantidade de dinheiro que a empresa faturou. Agora tenho certeza que para atingir o sucesso os itens acima devem ser entregues para o empreendedor.

O que você ganha em troca?
A chance de retornar seu investimento de 10 a 30 vezes. É o suficiente? Então entre em contato!

Be wise.

Fórum GVcepe de Investidores Anjo e Capital Semente

Ontem eu participei do 13° Fórum de Private Equity, Venture Capital e Empreendedorismo na FGV em São Paulo. Foi um evento muito interessante que contou com a presença de alguns investidores anjo e capitais semente de peso. O fórum foi moderado pelo Daniel Heise, um dos sócios-fundadores da Direct Talk.

Entre os debatedores estavam presentes o Carlos Eduardo Guillaume da Confrapar. Um dos pontos que ele abordou e que me chamou a atenção foi sobre ética e transparência. É bom ver que existem pessoas que acreditam que é possível fazer negócios sendo ético e transparente. Eu já conhecia a Confrapar de outros eventos e um dos grandes diferenciais dela é o feedback que ela dá para os empreendedores que enviam planos de negócios.

O Fábio Belloti da São Paulo Angels falou um pouco sobre a associação que eles estão montando para fomentar start-up’s no Estado de São Paulo. O Ernesto Weber da Gávea Angels foi pelo mesmo caminho, pois ambos investidores possuem limitações geográficas para atuar. O lado bom disto é que se consegue mais agilidade já que as empresas investidas estão sempre geograficamente próximas dos seus investidores. O lado ruim é que eles acabam por reduzir seu horizonte de possibilidades.

O Renato Marques contou um pouco sobre como a FINEP tenta aproximar os investidores das empresas nascentes. O Robert Binder da Criatec falou sobre as características que eles procuram em um empreendedor. O perfil procurado é um padrão comum aos outros VCs. Basicamente é alguém inovador, com senso de oportunidade, ético, honesto e que pense fora da caixa.

Fiz um resumo bem superficial do que foi o evento, pois quero abordar em outro post alguns pontos que achei interessante. Claro que a melhor parte foi o coquetel após o evento. É neste momento que os cartões são trocados e que o pessoal tem a chance de fazer seu elevator speech. Muitas vezes é neste momento que você consegue convencer um investidor que a sua idéia tem potencial. As reuniões seguintes acabam sendo apenas para formalizar o projeto.

Be wise

Quem é seu concorrente?

Em qualquer ramo de atuação existe concorrência. Até nos ramos onde não existe concorrência seu concorrente são as empresas que atuam de forma tradicional. A Lapfinder tem concorrentes no nicho que atua (a grande vantagem dela é o preço). Além dos concorrentes tradicionais como as seguradoras.

Manter um arquivo atualizado sobre a concorrência é algo complicado. Você precisa contratar empresas especializadas para isso. Ou então faz tudo no braço. Ou pelo menos fazia. Eu descobri uma ótima ferramenta online para descobrir, manter e organizar informações sobre seus concorrentes. O nome dela é Competitious. Nela é possível criar clippings de notícias sobre seus competidores. Você pode criar matrizes comparativas sobre as funcionalidades dos produtos dos seus concorrentes. Pode adicionar feeds de notícias da área em que você atua. E pode dividir tudo isso com a sua equipe.

Eu gostei muito do serviço. Tanto é que eu já estou usando nos dois projetos em que eu participo.

Be wise.

Caminho traçado

Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros foram.

Alexander Graham Bell

Be wise.

PS: hoje é meu aniversário e acho que esta frase traduz um pouco da minha essência. Se eu conseguir fazer com que você se questione pelo menos por um momento qual é o seu objetivo nesta vida. Ou por que você faz as coisas como elas são feitas hoje? Se eu conseguir plantar esta sementinha da dúvida na sua cabeça eu terei atingido meu objetivo. Pois é só com a dúvida, com o questionamento que conseguimos traçar novos caminhos e chegar onde ninguém nunca chegou.