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Vamos imaginar que você era um fabricante de widgets de algum tipo. Você fez, literalmente, milhões de widgets a cada ano, mas não conseguiu vender a grande maioria delas devido à falta de demanda. Dentro de um ano ou dois, ou você mudar sua estratégia de produto ou desiste do negócio. Bom, você provavelmente não é a casa da moeda dos Estados Unidos. Porque, por cerca de seis anos, a Casa da Moeda gastou US $ 50 milhões anuais a criação de moedas de $ 1 que ostentam as faces dos antigos presidentes dos EUA. O problema é que, ao contrário do Brasil, as moedinhas de 1 dólar não “pegaram”. O valor total desta brincadeira trancada nos cofres americanos?

Cerca de US $ 1,4 bilhão.

No final de 2005, o Congresso aprovou o Presidential $ 1 Coin Act, que teve como objetivo popularizar a moeda de $ 1 nos Estados Unidos. Enquanto algumas outras nações usam moedas para sua denominação equivalente, os americanos geralmente preferem a nota de R $ 1 a moedas de mesma denominação. A lei exigia que a Casa da Moeda criasse moedas de $ 1 com a imagem de ex-presidentes, quatro por ano, até que cada presidente falecido foi honrado. Os redatores da Lei acreditavam que essas imagens iriam estimular o interesse na moeda, já que elas duram muito mais que o papel (notas de dólar têm uma vida útil de cerca de 18 meses a dois anos) e, portanto, poderiam economizar bilhões de dólares do governo a longo prazo – embora isso seja muito debatido.

Independentemente disso, em 2007, a primeira das moedas saiu. Com a imagem de George Washington, mais de 340 milhões dessas moedas foram cunhadas, com o primeiro lote lançado no Dia dos Presidentes (dia 15) do mesmo ano. Outra 224 milhões de moedas com John Adams saíram alguns meses depois. Em seguida, mais 200 milhões de moedas em homenagem a Thomas Jefferson, e assim por diante. Em 17 de novembro de 2011, o Presidente 20 dos Estados Unidos, James A. Garfield, foi tão honrado, e 74 milhões de suas moedas foram cunhadas. E quase ninguém os queria.

De acordo com a publicação Planet Money, a partir de Junho de 2011, houve um bilhão de dólares destas moedas trancafiadas nos cofres do Federal Reserve em todo o país, armazenados esperando o momento em que as mudanças de cultura e moedas de dólar virem moda. As moedas estão literalmente em sacos, empilhados um em cima do outro, em prateleiras de metal de grandes dimensões. Cada saco é uma mistura de várias moedas do dólar, incluindo Sacagawea e moedas Susan B. Anthony. Como não há demanda para estas moedas, o Federal Reserve simplesmente as armazenou, esperando que ao longo do tempo, a demanda irá aumentar e esse dinheiro irá para os bolsos dos americanos comuns.

Bônus 1: Uma pessoa, Grover Cleveland, serviu dois termos não-seqüenciais como presidente . Ele foi o presidente 22 e 24 dos Estados Unidos. Ele terá duas moedas diferentes emitidas.

Bônus 2: Esta curiosidade só foi possível por que o dono da internet vive me dando dicas de textos como este.

inflacao-no-brasil

inflacao-no-brasil

O Brasil sempre nos orgulha com a primeira colocação em algum ranking. Estes dias eu vi um filme que tratava sobre a época da inflação de 80% ao mês. Quem nasceu da metade da década de 80 para frente não sabe do que eu estou falando. Eu mesmo lembro muito pouco das outras moedas. Vi um documentário chamado Laboratório Brasil que está disponível no site da Câmara dos Deputados. Sabe o que este número representa? Enquanto a Coréia do Sul na mesma época investia em educação de qualidade para a população, uma inflação de 20,7 trilhões por cento deixou os ricos ainda mais ricos e os pobres ainda mais pobres. O único lugar que eu lembro de ter ocorrido uma tragédia assim foi na Rússia pós muro de Berlim, onde os políticos do partido comunista ficaram donos de todo o espólio do estado. Reproduzo aqui a descrição do documentário:

O documentário Laboratório Brasil aborda um tema desconhecido pela nova geração de brasileiros: como é viver com inflação e a complicada série de tentativas de acabar com ela nas décadas de 80 e 90. A produção, dirigida por Roberto Stefanelli, ouviu pessoas que tiveram papel de destaque no cenário da hiperinflação, que chegou a mais de 80% ao mês no final do governo de José Sarney, além de observadores privilegiados daquela situação. Gente como Bresser Pereira, Gustavo Franco, Fernando Henrique Cardoso, Antonio Pallocci, Carlos Alberto Sardenberg, Paulo Nogueira Baptista, Fernando de Holanda Barbosa, Bernard Appy, Vicentinho e Pedro Malan. O documentário mostra ainda cartuns de Chico Caruso e pronunciamentos feitos na época por José Sarney, Fernando Collor, Zélia Cardoso e Maílson da Nóbrega, entre outros. Laboratório Brasil tem duração de 58 minutos e analisa os acontecimentos econômicos dos anos 1980, principalmente as medidas que resultaram na adoção de uma nova moeda, o cruzado, em 1986, quando o governo Sarney decretou também o congelamento de preços e salários. “Era o primeiro governo civil depois da longa ditadura militar. Os brasileiros imaginavam que iríamos festejar dias melhores. Como vemos hoje, havia uma longa e tortuosa estrada pela frente, com inflação galopante e moedas como cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro novo, cruzeiro (de novo), URV e Real”, afirma Steffanelli. Neste período, lembra o jornalista e cineasta, o Brasil bateu todos os recordes de inflação em todo o mundo, superando até mesmo a Alemanha, que passou por duas guerras mundiais. O documentário mostra a situação dos brasileiros que eram obrigados a sair correndo para o supermercado momentos depois de receber o salário, numa luta contra a remarcação imediata dos preços. Stefanelli aponta o caráter instrutivo da produção. “Se não conhecemos bem a nossa história, corremos o risco de repetir erros. Hoje, os governantes têm medo de estourar os gastos públicos e provocar a volta da inflação”, conclui. Roberto Stefanelli já dirigiu cinco documentários e ganhou, em 2004, o prêmio jornalístico Wladimir Herzog de Direitos Humanos, concedido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo, com o documentário Florestan Fernandes, o Mestre, que teve a direção de edição feita por Joelson Maia.

Você pode baixar este documentário gratuitamente direto no site da Câmara dos Deputados. O Plano Real foi idealizado por economistas formados e/ou funcionários da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO), a saber Persio Arida, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan e Edmar Bacha, que devido às medidas amargas do plano, ficaram conhecidos pela alcunha de “filhos da PUC”. São estas pessoas que você deve agradecer a cada noite antes de ir deitar. O que eles tem em comum? Todos estudaram em universidades de primeira linha e nenhum seguiu carreira política. Be wise.

Hoje se encerra a promoção do livro relatório Toyota. Fiz o sorteio entre as pessoas que colocaram um comentário no artigo da promoção. Usei o random.org para fazer o sorteio e abaixo segue o screencast do sorteio. O vencedor foi o Guilherme Nagüeva no sorteio dos comentários. O outro livro ficou para o Valério Farias de Carvalho que escreveu um artigo sobre empreendedorismo.

Obrigado a todos que participaram.

Be wise.

relatorio_toyota_promocao

relatorio_toyota_promocaoUm tempo atrás recebi um livro de cortesia da Ediouro chamado Relatório Toyota. Como era cortesia resolvi ler sem compromisso. Aliás não tinha nem o compromisso de publicar alguma resenha sobre o livro (sim, este não é um post pago). O livro fala sobre a Toyota obviamente e como ela utiliza as contadições que a guiam a seu favor. São seis ao todo.

  1. Mover-se passo-a-passo e também através de grandes saltos;
  2. Cultivar a frugalidade e gastar importâncias imensas;
  3. Operar com eficiência e de modo supérfluo;
  4. Cultivar a estabilidade e um estado mental paranóico;
  5. Respeitar a hierarquia burocrática e dar liberdade para discordar;
  6. Manter uma comunicação simplificada e complexa.

Estes princípios aparentemente contraditórios me lembram muito o cabo de guerra de uma startup. Na verdade depois de ler o livro eu fiquei com a impressão que a Toyota nada mais é que uma grande empresa com espírito startup. Empreendedores são seres contraditórios por natureza.

Bom, agora vem a parte boa. Eu, depois de ler o livro, entrei em contato com o pessoal de editora e perguntei se seria possível que eles me enviassem dois livros para eu sortear entre os leitores do blog. Sabe como é. Não existe almoço grátis. E nesse caso quem ganha alguma coisa é você. Então você me pergunta: como eu faço pra ganhar uma cópia do livro?

Simples. Existem duas maneiras:

A mais fácil é deixar um comentário com nome e sobrenome neste artigo dizendo que quer ganhar uma cópia do livro. Entre todos os comentários eu irei sortear uma pessoa para receber o livro. Um comentário por nome e email. Quem tentar dar uma de experto não vai participar do sorteio.

A segunda maneira é escrever um artigo sobre empreendedorismo e linkar para o endereço principal do site http://www.primeiromilhao.com/ O participante que escrever o artigo pode concorrer também na categoria dos comentários. Como eu imagino que serão poucos os artigos que serão escritos, as chances de ganhar o livro ao escrever um artigo sobre empreendedorismo é maior que a de quem simplesmente postar um comentário. Mais justo na minha opinião. Ah, não deixe de colocar um comentário com o link do artigo aqui neste post para eu saber que você está participando.

Se a mesma pessoa ganhar os dois livros, o que é pouco provável, vou sortear novamente entre os que escreveram um artigo sobre empreendedorismo. Outras questões eu resolvo na hora em que aperecer.

O sorteio irá ocorrer no dia 06/05/2009, então corra para participar. E mais uma vez obrigado ao pessoal da editora pelos exemplares. 

Ah, e se você não ganhou mas mesmo assim quiser uma cópia você pode comprar uma direto no site da editora.  ;)

Be wise.

machu_picchu

machu_picchuComo você planeja uma viagem? Bom, eu tenho um modo muito peculiar de planejamento de viagem. Decido o lugar e vou. Com o mínimo de informações possíveis. Por que eu faço isso? Simples, porque gosto de emoção. Não tenho nada contra quem gosta de planejar com antecedência para minimizar os imprevistos. É muito mais divertido lidar com eles do que tentar anulá-los. Viajar assim é legal pois você acaba por ter que resolver os pequenos obstáculos no meio da viagem e de forma imediata. E no final das contas são estes pequenos obstáculos que serão contados e lembrados no futuro.

Semana passada resolvi viajar para Lima no Peru. E aqui vou relatar os pontos mais legais da viagem. Tudo começou com uma sexta-feira normal em Curitiba. Bate papo com o pessoal do EBC no estação. Depois uma sinuca com alguns marginais de primeira. Baladinha no Vox. Passagem pelo underground curitibano e enfim para casa. Quando chego em casa vejo que tem um email com promoção de passagens da TAM. Chamo um amigo no msn e a conversa que se segue é a seguinte:

Slonik: tae?
Fernando: to… inclusive to quase comprando uma passagem pra Lima
Slonik: Baratinha a passagem
Fernando: Vamos junto???
Slonik: hum
Slonik: Vai fazer o que lá?
Fernando: pegar uma balada…. huahauhauhuaah
Slonik: HUAHAUHUAHUA (isso significou um sim na minha concepção então emiti dois bilhetes)

Após este pequeno diálogo eu realmente emiti as passagens e fui dormir, afinal tinha menos de 24 horas até a partida do vôo. No meio da tarde meu comparsa me liga e diz que precisávamos de vacina de febre amarela. Primeiro obstáculo a ser vencido antes mesmo de embarcar pro Peru. Achamos um posto de saúde 24 horas e lá fomos nós tomar a vacina obrigatória (na verdade mais tarde descobrimos que ela deixou de ser obrigatória).

Partimos de Curitiba rumo a Lima no domingo pela manhã. Ao chegar em Lima tentamos fazer conexão para Cuzco no mesmo dia, mas não havia mais vôos neste dia. Na verdade nossa primeira intenção era alugar um carro e ir até Cuzco por terra. Desistimos quando nos disseram que a distância entre as duas cidades era de 1200 quilômetros. Compramos as passagens na StarPeru (uma espécie de Pantanal peruana muito, mais muito piorada). Ainda no aeroporto decidimos alugar um carro e procurar um hotel para ficar.

Alugamos um Kia Picanto genérico. Eu nunca tinha visto um carro tão pequeno. Enquanto eu pilotava o Slonik navegava com o auxílio do GPS. E lá fomos nós nos aventurar pela cidade de Lima. Neste meio tempo descobrimos que era necessário pegar um trem de Cuzco para Machu Picchu. E lá fomos nós resolver mais este obstáculo. Chegamos no Larcomar e lá reservamos nossos lugares no trem. Ainda deu tempo de sair tomar um Pisco Sour na noite de Lima.

Segunda-feira voltamos para o aeroporto e embarcamos rumo a Cuzco. Chegamos a Cuzco sem saber onde iríamos ficar. No aeroporto mesmo resolvemos mais este obstáculo. Pegamos uma van e fomos para o hotel. Minha cabeça estava explodindo por causa da altitude. Cuzco fica a 3500 metros acima do nível do mar. No hotel nos ofereceram o famoso chá de coca. Foi o que salvou o dia, pois a cabeça parou de doer na hora. Ainda no hotel acertamos os últimos detalhes para pegar o trem rumo a Machu Picchu no dia seguinte. Tiramos a segunda para passear em Cuzco e relaxar. A noite resolvemos sair. Por ser uma segunda-feira achávamos que não ia ter nada aberto. Que nada. Foi a balada mais legal que eu peguei na minha vida. Girls gone wild on E! literalmente. Slonik que o diga. Tomamos uns 12 Pisco Sour por baixo. Isso numa segunda-feira. Depois descobrimos que todos os dias são assim em Cuzco, pois é o destino mais visitado da América Latina. Tem para todos os gostos: latinas, americanas, húngaras, francesas, alemãs, italianas, name it. Sabe que após uns 10 Piscos Sour você pode começar a ver coisas. E não é que eu vi um Coxa Branca perdido lá? Até conversei com o cara. A hora teimava em não passar para a minha sorte. Depois descobri que era por causa das duas horas de diferença de fuso horário.

Terça partimos com o que sobrou da carcaça para Machu Picchu. São 4,5 horas de ida e mais 4,5 de volta com um trem nível américa latina. Quando o trem para ainda é preciso pegar um ônibus para subir até as ruínas. São mais 30 minutos de viagem. A nossa demorou um pouco mais porque nosso ônibus quase despencou precipício abaixo por uma imprudência do motorista. O Slonik filmou as tiazinhas gritando de desespero. Eu tive um acesso de riso com misto de preocupação. Por sorte só uma roda ficou para fora da estrada e o motorista fez uma manobra para evitar a queda.

Finalmente chegamos nas ruínas. Eu não tenho palavras para descrever o que eu vi e o que eu senti. Fui pegar uma balada em outro país e acabei com uma experiência espiritual única na bagagem. Valeu cada emoção vivida para chegar lá. Muitos diriam que foi uma viagem ruim e com vários problemas. Pois para mim foi uma das viagens mais legais que eu fiz. Não sei você, mas eu não consegui ver nenhum obstáculo ou problema nesta aventura. Ter problemas ou obstáculos nesta vida é a coisa mais natural do mundo. Ser vencido por eles é opcional.

Entre aviões, trem e ônibus gastamos 25 horas em viagem para chegar a Machu Picchu e ficar lá somente 4 horas. Você pode perguntar se valeu a pena. Eu diria que valeu cada segundo. Inclusive quero voltar para lá, mas desta vez fazer a Trilha Inca que é um caminho a pé que vai de Cuzco até Machu Picchu. Ela possui uma extensão de uns 70 quilômetros e leva em torno de 4 dias para ser feita.

Uma dica. Da próxima vez que você for comprar um pacote de viagem em uma agência de turismo pense duas vezes se vale a pena fazer tudo certinho e com segurança como todo mundo faz. Ah, e se quiser participar da minha próxima aventura é só deixar seus contatos pelo formulário de contato. Mas eu já vou avisando que você pode receber uma ligação minha às 4 da manhã convidando para ir a algum lugar pitoresco pegar uma balada. E eu não aceito um não como resposta. ;)

Be wise.

enron_the_smartest_guys_in_the_room

enron_the_smartest_guys_in_the_roomEu adoro documentários. Um filme que eu assisti e gostei muito foi o Enron: The Smartest Guys in the Room. Este filme foi indicado ao Oscar. Ele conta a estória de como uma das maiores empresas americanas com quase 70 anos de vida e mais de 22.000 funcionários manipulou descaradamente o mercado norte-americano de energia. Antes de falir a Enron fora eleita durante seis anos consecutivos a empresa mais inovadora dos Estados Unidos. Parece piada pronta, mas foi verdade.

Ela arrastou junto a Arthur Andersen, uma empresa de consultoria centenária que literalmente virou pó no dia seguinte à falência da Enron. Em tempos difíceis como os que estamos passado este filme serve como exemplo do que não se deve fazer.

Alguns fatos engraçados sobre a Enron:

Analyst: You are the only financial institution that can’t produce a balance sheet or cash flow statement with their earnings…
Jeffrey Skilling: You, you, you… Well, uh… thank you very much. We appreciate it… asshole.

Kenneth Lay: [Q&A session with employees] All right, we are down to questions. And I got a few up here.
[reads question from the floor]
Kenneth Lay: ‘I would like to know if you are on crack, if so that would explain a lot. If not, you may want to start because it’s going to be a long time before we trust you again.’

Be wise.

xadrez_rei_estrategia

Um senhor vivia sozinho numa casa. Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado. Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão. O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:

-Querido filho. Estou triste, porque não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo, pois sua mãe sempre adorava as flores e esta é a época do plantio. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois estás na prisão. Com amor, seu pai.

Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama:

-Pelo amor de Deus pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos!

As correspondências eram monitoradas na prisão e às quatro da manhã do dia seguinte uma dúzia de agentes do FBI e policiais apareceram. Cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo. Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.

Esta foi a resposta:

-Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento.

Estratégia é tudo! Nada como uma boa estratégia para conseguir coisas que parecem impossíveis. É importante repensar sobre as pequenas coisas que muitas vezes nós mesmos colocamos como obstáculos em nossas vidas. Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional.

Post roubado descaradamente daqui. ;) Estórias bobas como essa ensinam lições valiosas. Tudo depende de como você encara a vida.

Be wise.

criatividade

criatividade.jpgVez ou outra somos confrontados com pessoas que realmente deixam marcas em nossas vidas. Parte destas marcas são deixadas por professores. Eu mesmo tenho alguns professores que me ensinaram lições para a vida toda. Infelizmente existem poucos com esta mentalidade. Este dias encontrei por acaso um blog que me indicou uma estória genial. Esta é a melhor parte de procurar blogs desconhecidos. Eu sempre acabo encontrando informações excelentes.

A estória é basicamente a seguinte. Um professor de economia encontrou uma maneira muito inteligente de fazer com que os alunos ficassem atentos às suas aulas. Ele contava uma mentira por aula. E a função dos alunos, além de aprender, era descobrir qual era esta mentira. Uma maneira simples e criativa de manter o foco dos pupilos. A estória completa você encontra aqui. Achei este site muito interessante, pois contém vários artigos sobre ciências cognitivas. Vale a pena ter em seu bookmark.

Be wise.

pensamento.pngHá muito tempo atrás o ovo de uma águia foi achado por um fazendeiro. Ele pensou ter encontrado o ovo de uma galinha e por engano colocou este ovo junto aos demais na incubadora.

Depois de algumas semanas o ovo foi chocado e a pequena águia nasceu. Ela foi criada como uma galinha assim como seus companheiros galináceos. A ela foi ensinado a bicar e a siscar. Também a ensinaram a correr como as outras galinhas costumam fazer. Sobre voar, ela foi fortemente aconselhada a não tentar porque as galinhas não podem voar. Elas apenas conseguem fazer vôos curtos e logo estão no chão novamente.

A águia se tornou uma péssima galinha. Ela não conseguia correr como as outras galinhas. Não conseguia siscar. Não conseguia bicar. Ela estava sempre com fome, pois a comida que era dada às galinhas não era o suficiente para ela. As outras galinhas a achavam uma agitadora.

Após anos tentando ser uma galinha normal, a auto-estima desta águia era muito baixa. Ela se odiava. “Por que eu sou tão grande, desajeitada e feia?” Ela pensava, “Por que eu não consigo me satisfazer com as coisas que satisfazem as outras galinhas?”

“Isso é tudo que a vida oferece?” ela reclamava. “Onde está todo o desafio e a emoção?”

Então ela começou a agir de forma perigosa só para conseguir um pouco de emoção e de desafio. Ela estava sedenta por emoção e aventura e então decidiu buscar seu próprio caminho dentro do galinheiro. As outras galinhas começaram a notar as atitudes da águia e então a tacharam de egoísta, perturbada e causadora de casos. A pobre águia se sentiu magoada e se tornou ainda mais frustrada.

Um dia, a jovem águia avistou outra águia voando muito alto no céu. Aquilo a deixou sem fôlego. Por um momento ela sentiu e entendeu tudo o que era. Ela sentiu algo dentro dela que a fez se sentir mais viva do que nunca.

Em toda a sua empolgação ela contou o que vira para as outras galinhas, mas elas riram dela. “Voar é arriscado; é algo para irresponsáveis; é impossível!”, alertaram as outras galinhas. “Quando você crescer você irá se enquadrar melhor na hierarquia aqui do galinheiro. Por que você não pode ser e agir como as outras galinhas?”

A jovem águia ficou toda envergonhada e com o coração partido. Ela tinha perdido toda a esperança e se sentia muito sozinha. E foi desta forma que ela foi dormir aquela noite.

No dia seguinte, para o seu prazer, ela viu a mesma águia voando alto. E desta vez a águia gritou muito forte como as águias fazem.

No momento em que a jovem águia ouviu o chamado algo inesperado aconteceu. A jovem águia que fora criada pelas galinhas viu seu corpo e sua garganta se contraindo involuntariamente. Todo o seu ser respondeu ao chamado da outra águia com o seu próprio e majestoso grito.

Ela estava maravilhada. “O que acabou de acontecer?” “Este maravilhoso som veio daquela águia lá no céu? Galinhas não fazem este som! Somente as águias… Espere… Somente as águias fazem!”

Finalmente a jovem águia se deu conta do que ela realmente era. Ela esticou as asas pela primeira vez e levantou vôo. Ela não era mais prisioneira do galinheiro, porque ela não era mais prisioneira da idéia de que ela deveria ser uma galinha. Nada mais poderia detê-la.

Um galinheiro só pode prender galinhas; ele não pode deter uma águia de voar alto quando ela escuta o chamado.

E você tem ouvido um chamado? Talvez este seja o seu.

Be wise.